Me empalideci quando vi que das minhas mãos não saiam mais palavras, e sim alguns tremores.........
Em meio a cartazes esquerdistas a proclamarem a revolução
estou a esperar o onibus das 11 horas
o sol se poe ao longe e seu vermelho peculiar se derrama e as luzes anunciam a noite gélida
leve garoa paulistana, a escorrer pelos bueros sujos e descolando os cartazes
É tempo?
?
Mas ainda chove, torrencialmente.
e ainda tenho medo da chuva
?
Porque não a entendo
Preto
Branco
Nuances acizentados........................
Profundidade monocromatica, delineadamente perfeita
Cubismo esfacelado em paradigmas cotidianos
Simplicidade estrutural em meio a um clima nostalgico e triste de um domingo nublado
Solitario
Prosseguir. É preciso?
?
Agora!
Na secura e amargor do cotidiano dilacerante
Alguns folhetos a voar livremente entre os carros futuristas e avenidas molhadas
pela chuva maquinal que caiste ontem
eram apenas propagandas anarquicas
Uma bela dúzia de rosas amarelas a ti , ingrato destino e benevolente espectador
A quanto tempo que não nos vemos, estas muito mudado!
Sente-se por favor, sim eu faço questão , sente-se...
Tire o casaco, o frio já passou, agora é primavera....
Diga algo, estas muito calado...
Alias
Não digas nada....
Inverno......
Inverno.............
Chuva de despedida, vento....... vento........vento....
Coloração sóbria, acizentado reconfortante, noite fria e gélida............ boêmia adormecida....
Sinto frio porque as roupas são poucas, e a imensidão inexata
Sento-me
Um chá para dois, biscoitinhos e prosa avulsa
Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Sou medíocre, onte chorei, hoje choraste....
Tenho febre convulsiva e reprimida
Saio saio saio, corro corro corro a lugar algum, a um lugar comum..., apenas à algum lugar
Pequena crianças japonesas
Idiomas confusos e complexos
A pronunciarem com extrema maestria e um sorriso inocente
olhinhos pequeninos e infames
inflamam, ardem, purgem........
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