Essa história deve ser lida assim, de cima para baixo, para que a odem cronológica possa fazer sentido. Essa história sou eu que estou criando então deixe sua opinião aew, sugestões.... Valeu
(...) Sua figura era simplismente pertubante. Possui movimentos lentos e pesados, estrutura óssea larga e forte, rosto rústico e mãos grossas e pesadas. Andava a passos lentos e pesados, quase se arrastando pelo assoalho velho e podre da casa, emitia alguns sons semelhantes a resmungos, ou lamentações. Sua presença apesar de fantasmagórica causava um certo fascínio e admiração (...)
(...)Havia uma névoa que não dissipava em torno da casa, havia um clima funebre e mórbido. O jardim não recebia cuidados há anos, as paredes da casa, tanto internamente quanto externamente estavam velhas e sem pintura, e a casa cheirava a mofo e podridão. Os criados apresentam uma expressão de tristeza e ressentimento. A casa era tipicamente de estilo europeu antigo, mas aquele ambiente tornava a macabra, funebre e insólita. Não havia vizinhos, todos haviam se mudado daquela região, apenas ele habitava aquele lugar. Em torno havia algumas arvores secas e mortas, um pequeno galpão ao fundo da casa, e um poço abandonado. A noite já se fazia presente e trazia um ar mais terrivel aquele luga perdido no tempo e no espaço. Resolvi entrar e tomar um banho.......
(...) ele permanecia ali, sentado em sua própia poltrona , mexendo em alguns papéis antigos, parecia tomado por alguma preocupação repentina e desesperada. Num movimento súbito ele virou para mim e expeliu algumas palavras em tom alto e exaltado. Não compreendi o que ele tinha dito, ele fingiu indiferença a mim e continuou sua busca quase enlouquecedora. Resolvi subir ao meu quarto, aquele ambiente , habitado por aquele ser horrendo estava me enlouquecendo(...)
(...) O quarto onde eu estava hospedado era de extrema simplicidade,mas apresentava toques aristocráticos, como a cama que apresentava alguns adornos em sua estrutura. Do resto existiva uma comoda velha com um abajur em cima, um espelho ovalado no chão, e um retrato na parede, que apesar de muito deteriorado pelo tempo apresenta as feiçoes de uma jovem mulher com expressão risonha. Meu quarto ficava ao fundo de um estreito corredor escuro com piso de madeira avermelhado, era uma atmosfera sufocante. A noite pareçia demasiadamente longa e pertubante (...)
Abri a janela, era possível ver a lua no céu, encantadora e sombria, iluminava todo o jardim abandonado que circundava a velha casa. As sombras das arvores retorcidas assumiam um desenho estranho que era projetada na grama alta e mal cuidada. Era possível ver uma pequena fração da lua refletida num pequeno lago que existia não muito longe dali, o lago apresentava uma forma irregular, repleto de lodo e com aparência asquerosa. Era possível avistar dentro dele algumas carcaças de animais mortos recentemente. Apesar do cenário insólito que aquela noite proporcionava, eu me sentia diferente, não sei explicar como era a sensação que eu tinha, mas não era medo, nem repulsa, era simplesmente inexplicável. Numa brisa repentina, daquelas que tocam nosso rosto com delicadeza e suavidade eu senti um aroma agradável. Era doce, parecia aroma de flores, flores silvestres da primavera... era simplesmente delicioso e inacreditável.. não havia flores ali, mas o cheiro era intenso e real, deliciosamente real. Fiquei ali por um longo período, não sei ao certo quanto porque era demais prazeroso................
Meu estado de tranqüilidade foi abalado repentinamente por um forte estrondo que parecia vir de dentro da casa. Sai da janela e me dirigi em direção a porta do meu quarto, que se encontrava fechada. Encostei o ouvido na porta com o intuito de ouvir e distinguir a origem daquele barulho. Quando eu encostei o ouvido em minha porta, houve outro barulho, dessa vez muito mais forte e mais perto do meu quarto. E o barulho era incessante, e parecia se aproximar vagarosamente do meu quarto. Era impossível detalhar a natureza do som, mas era perceptível que ele estava no corredor, e era ele que estava fazendo aqueles sons. O som se aproximava rapidamente, e eu me encontrava ali, paralisado atrás da porta do meu quarto, não me mexia, estava tomado por um medo tão intenso que me paralisou e me forçou a assistir àquele estranho episódio. O barulho começava a ser acompanhado por urros de agonia, e isso provocava em mim uma curiosidade oculta, como se eu sentisse um prazer obscuro em ouvir aquele ser a agonizar lá fora.

Minha viagem é tão longa, mas tão prazerosa... É imensamente colorida e bonita, e pareçe que em todo o percurso ha música e risos..... Apenas sigo, sem querer chegar, sem saber onde chegar. ando e ando ao infinito...... não há estrelas no céu, nem lua, não existe nada, só eu e o universo, que pareçe conspirar a favor de mim. Não tenho medo porque tudo não passa de um sonho lindo e soluvel.. Mas isso não me importo, é tudo tão bonito que não quero estragar com explicações e teorias..... Apenas quero andar...... e não me canso, e não me sinto...... apenas, apenas não existe.........