Uma música, sim, uma música lenta, constante, ao longe.......... uma porta de madeira, rústica, escura, intrasponível, sólida....... paredes, estreitas, apertadas, sufocantes, minha curiosidade doentia, desvairada, alucinógena. Um jardim sim, belo e misterioso, perdido no tempo e no espaço. Belas pessoas a dançar a música, lenta constante, ao longe............
Brinco com os sentimentos, são ótimos brinquedos na mão de uma criança inquieta...................
Sou feito de antigas concepções que se contrastam entre sí, de antagonismos coerentes entre vós e eles, de loucura comedida em pequenos atos cotidianos e corriqueiros. De uma mágica jornada, de espasmos de realidade e batidas incessantes de um mundo louco e futurista. Em meio a uma dança confusa e incerta, em um ritual numa tribo qualquer. Num instante indeterminado, infecundo, virginal, de um amor ingênuo e instintivo. De uma ilusão esfacelada e insípida, estilhaçada. Na beleza diminuta de um grão de areia, me encontro e me perco de forma definitiva num universo inquieto e lúgubre............